terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Impossível.

Quantas vezes tentei dar o melhor de mim para te fazer feliz e quantas vezes estive contigo quando mais querias e mais precisavas? Quantas marcas deixas-te em mim e eu jurei que não voltavas a deixar? Quantas vezes caí em mim e disse que nada iria voltar a acontecer? Quantas vezes disse que te iria esquecer e isso não aconteceu? Quantas vezes quis-te abraçar e dizer-te ao ouvido ‘tenho saudades tuas’? Sim, foram vezes demais. Nada faz sentido. Será que alguma vez fez? Se tivesse feito o que queria, algo tinha mudado? Se eu dissesse a verdade tu voltas a ser o ‘menino’ que eu conheci em tempos? O ‘meu menino’… Se tivesse tentado talvez teria sido tudo mais fácil? ‘Se, se…’ São demasiadas perguntas e nem uma resposta. Mas mais nada posso fazer. Chorar não adianta e tudo o que eu queria era ter-te aqui.
Agora fecha os olhos. Pensa em nós. Ouves um sussurro? Sou eu. Ouve o que te queria dizer:
‘É impossível amar-te, se não me deixas saber o que sentes.
É impossível dar-te tudo o que precisas, quando estás sempre a esconder algo de mim.
É impossível tornar tudo mais fácil, quando tornas tudo mais difícil.
É impossível dar-te amor, quando estás sempre a ‘proteger-te’.
É impossível esquecer-te, quando estás constantemente comigo.
É impossível magoar-te, quando fazes parte de mim.
É impossível ter tudo, e só querer te a ti.
É impossível ‘dar-me’ a alguém, quando só te vejo a ti.
É impossível para mim amar-te, quando continuas a tratar-me assim.
É impossível para mim mentir-te, por isso aqui fica uma verdade: As saudades não diminuíram, apesar de tudo. Eu amo-te. ’


Joana Silva, 26 de Janeiro de 2010.

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